Desvelando…

Não meu, não meu é quanto escrevo.

A quem o devo?

De quem sou o arauto nado?

Por que, enganado,

Julguei ser meu o que era meu?

Que o outro mo deu?

Mas, seja como for, se a sorte

For eu ser morte

De uma outra vida que em mim vive,

Eu, o que estive

Em ilusão toda esta vida

Aparecida,

Sou grato Ao que do pó que sou

Me levantou.

(E me fez nuvem um momento

De pensamento)

(Ao de quem sou, erguido pó,

Símbolo só.)

Fernando Pessoa-Poemas

………………………………………………………………………………………………

E assim chegar

E partir

São dois  lados da mesma viagem

O trem que chega

É o mesmo trem da partida

A hora do encontro

É também despedida…

É a vida

(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Publicado em Uncategorized | 1 Comentário